quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Noite chuvosa



Noite chuvosa.
Marisa Barrionuevo
Sinto tua ausência nesta noite chuvosa.
Sinto falta da tua voz,
Do teu olhar que conheço tão bem,
Da tua forma de me amar.

Onde estão teus pensamentos nesta noite nebulosa?
Onde está a tua calma, a tua alegria de viver?

Quero de volta o brilho do teu olhar,
O encanto da tua presença.

Caminho pelo jardim em busca de respostas
Ouço o canto do Urutau,
Sinto as gotas da chuva.
Não encontro respostas,
Não sinto tua luz em meu ser.

Caminho em uma busca sem fim,
Não sei se me aproximando de ti
Ou me perdendo de mim.

[red]Marisa e suas poesias...
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sábado, 25 de outubro de 2008

Tempo de existir


Tempo de existir.
Marisa Barrionuevo


Raios, trovões, chuva.

Ventos de uma grande tempestade,

Nuvens negras se aproximam.

Essa chuva que sempre me fascina

Hoje me amedronta.

Fico estática, quero alguém que me dê a mão.

Fecho os olhos, um raio cai perto de mim.

Os ventos querem me levar.

Meu corpo luta contra o vento

Luto, não me entrego facilmente

A qualquer momento a tempestade vai passar.

Vai passar, vai passar, vai passar.

Tudo deixará de ser tormento,

Virá a calmaria.

Não tenho medo de chuva leve.

Não tenho medo que ela me leve.

O sol vai brilhar novamente,

A tormenta se afastará aos poucos

Vou sentir-me mais forte.

Irei juntar-me ao vento.

Brisa leve em minha pele,

Cheiro de terra molhada.

Chuva que lava a terra,

Renova a vida.

Torna-se serena.

Serenidade.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Um poeta (dueto)


Um poeta
Dueto:
Loira do Bem e Marisa Barrionuevo
um poeta sempre está apaixonado,
um poeta vive com a mente voltada para a lua
um poeta vive de fases, de amores, desamores,
mas sempre apaixonado por tudo e todos
sem estar na verdade por ninguém

Um poeta sempre está apaixonado
às vezes por uma estrela
às vezes por uma ventania
sempre amores, sempre amores
Todo poeta se revela ao se esconder
nas frases de um poema.

Um poeta sempre está enclausurado
ás vezes numa estrada
às vezes na sintonia
sempre flores, sempre flores
e todo poeta se resguarda ao se esconder
nos versos tristes de um poema,

Um bom poeta versa às estrelas
e crê em sua consciência,
Faz da ausência palavras,
faz da dor repetição,
faz das palavras eternidade.
Todo poeta se mostra inquieto
ao se mostrar em um poema.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Pai, ainda sou criança.

Pai, ainda sou criança.
Marisa Barrionuevo

Pai, me dê um abraço
Mesmo que teus braços
Já não suportem o meu peso.

Pai, me dê um carinho
Mesmo que tuas mãos
Sejam ásperas de tantos calos.

Pai, me dê um beijo
Mesmo que seus lábios
Não tenham firmeza.

Pai, me dê um sonho
Mesmo que os teus
Tenham se perdido no tempo.

Pai, me dê um sorriso,
Um só me basta
Para que eu sinta o teu amor.

Meu pai, meu porto seguro
De gestos trêmulos
E olhar firme.

Pai, simplesmente te amo
e já não quero crescer
para não me perder de você.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Hora de despertar







Hora de despertar.
Marisa Barrionuevo


Desperte, bela-emilia,
Desperte, camélia,
Acorde, gardênia,
Acorde, príncipe-negro.

Sintam como o sol está quente,
Olhem as nuvens em formação.
Despertem, venham ver as abelhas,
Ouçam o canto dos passarinhos.

Acordem, acordem,
É tempo de despertar.
Venham, nos alegrem com suas vidas,
Venham, é tempo de reviver

Despertem como as azaléias,
Acordem como os beijinhos.
Vejam como são belos,
E nem repousaram no inverno

Despertem, minhas crianças,
Venham sorrir com o vento.
Todos esperam por suas cores,
Acordem, meus amores.




Marisa e suas poesias

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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Nosso Amor





Nosso amor.
(feito para um casal lindo)
Marisa Barrionuevo


É um amor que enlouquece
Que tira o sono, a paz.
É um amor que acalma,
Que alegra, que vive.

É um amor desenfreado,
Ávido, envolvente.
É um amor silencioso,
Complexo, exigente.

É um amor sonhador,
Esperançoso, gostoso.
É um amor dolorido,
Imperativo, impaciente.

É um amor pedinte,
Ganancioso, possessivo.
É um amor contraditório,
Indubitável, insaciável.

É um amor além de qualquer entendimento.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Fonte do meu viver
Marisa Barrionuevo

Que gosto é esse que tens nos lábios
que me faz sentir fome e sede?
Que lábios são esses
que colados aos meus traz paz e fogo?
Que braços são esses
que me aninho desejando deles a eternidade?

Que toque é esse
que me faz querer sempre mais?
Que sorriso é esse
que me deixa sem ar?
Que corpo é esse
que me torna dependente?
Que olhar é esse
que aquece todo meu corpo?
Que complemento é esse
que traz tudo o que me falta?

Que perfeição é essa que vejo em ti
mesmo sabendo das nossas diferenças?
Que pensamentos são esses
que me tomam dias e noites
e de dormir já nem sinto falta?

Como posso ter vivido todos esses anos sem te saber
se tudo em ti é fonte do meu viver?

Marisa e suas poesias...